A expedição perdida de Franklin
Essa é uma expedição que ficou famosa por dois motivos, o primeiro a tentativa de achar um novo caminho marítimo através do norte
canadense e o segundo pelo seu desaparecimento cheio de mistérios.
O líder da expedição foi John Franklin, um oficial da marinha real britânica e explorador do ártico. Ele serviu nas guerras contra França e Estados Unidos. Depois liderou uma expedição ao ártico canadense em 1819 e em 1825 liderou uma nova expedição pelas ilhas do arquipélago ártico. Depois foi governador da Tasmânia na Australia de 1839 a 1843. E finalmente em 1845 ele foi convidado a liderar a sua terceira e última expedição no ártico na tentativa de atravessar a passagem do noroeste no norte do Canadá.
A expedição foi organizada John Barrow que já havia
organizado inúmeras expedições ao ártico e graças as informações combinadas de
todas elas, acreditava que a descoberta de uma passagem ao noroeste estava
perto. Ele então começou a procurar quem lideraria essa nova expedição e depois
de passar por vários nomes que não agradavam por algum motivo acabou por
aceitar John Franklin.
A expedição consistiria em dois navios, HMS Erebus e HMS
Terror, ambos usados na expedição de James Clark Ross à Antártida em
1841-1844. Eles partiram na manhã de 19 de maio de 1845, com uma tripulação de
24 oficiais e 110 homens. Os navios pararam brevemente no norte da Escócia. De
lá eles navegaram para a Groenlândia com o HMS Rattler, e um navio de
transporte chamado Barretto Junior. Há a passagem para a Groenlândia levou
cerca de 30 dias. Lá provisões desses dois navios foram transferidas para
Erebus e Terror e depois de 5 homens serem dispensados por estarem doentes os
dois navios enfim partiram. No final de 1945 dois baleiros encontraram a
expedição que estava esperando melhores condições para seguir viajem. Essa foi
a ultima vez que se teve notícias deles.
Se passaram então 2 anos e finalmente expedições de busca
começam a ser enviadas para o ártico. Varias tentativas foram feitas, e alguns
poucos sucessos obtidos, como terem encontrado 3 túmulos dos primeiros homens
da expedição que morreram, além de vestígios de acampamentos. Outras evidencias
foram encontradas nas buscas, mas nada de sobreviventes.
Um pouco do mistério começou a ser esclarecido 11 anos
depois com a chamada nota do ponto de vitória encontrada por William Hobson e
sua expedição. Ela havia sido colocada em um monte de pedras na costa da ilha
do rei Guilherme. Essa nota estava escrita em duas partes, a primeira dizia que
entre 1845 e 46 3 membros da tripulação haviam morrido. Finalmente em 1846 os
dois navios ficaram presos no gelo da ilha rei Willian e se presume a partir
disso que os 2 nunca mais navegaram. A segunda parte da nota afirmava que a
tripulação ficou na ilha rei William de 1846 a 1848. Em 1847 Franklin havia
morrido e além dele mais 23 homens também perderam a vida por esse período. O
restante da tripulação decidiu abandonar os 2 navios e seguir andando.
Mais tarde partir de achados arqueológicos, passou-se a
acreditar que toda a tripulação restante morreu na subsequente marcha de 400 km
até Back River, a maioria ainda na ilha. De trinta a quarenta homens chegaram à
costa norte do continente antes de morrer, ainda a centenas de quilômetros do
posto avançado mais próximo da civilização ocidental. Foi um destino trágico
para uma expedição que partiu querendo abrir novos caminhos.




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