Cidade de Akakor – A lenda amaldiçoada

 



Já ouviu falar da lenda de Akakor? Segundo ela, supostamente existe uma cidade perdida nas florestas da Amazônia de aproximadamente 15 mil anos a.c. A cidade teria sido fundada por extraterrestres e fica localizada no subterrâneo da floresta possuindo ainda um complexo de tuneis que a liga a outros locais, incluindo duas outras supostas cidades também de mesma origem chamadas Akahim, mais ao norte de Akakor e Akanis na península no Yucatán no México. A cidade seria habitada pela tribo Ugha Mongulala e a única forma de acesso é através de um portal que fica embaixo da cachoeira mais alta do Brasil, a El Dorado, com mais de 350 metros de altura e a exigentes três dias de caminhada de Barcelos, no inóspito Parque Estadual Serra do Aracá.

Apesar de todas essas informações, de fato nunca se chegou nem perto de encontrar a cidade ou mesmo indícios de sua existência. Mas apesar disso, a história de Akakor tem um lado bem real e macabro. Para começar, quem popularizou a história foi o auto proclamado príncipe da tribo ugha mongulala chamado Tatunca Nara, que se diz escolhido pelos deuses como herdeiro e proteger da cidade. Nos anos 1970 ele conhece o correspondente alemão Karl Brugger que acreditou na história, fazendo expedições para procurar e até escreveu um livro sobre. Mas a busca por Akakor acabou levando Karl Brugger a morte, uma vez que nos anos 84 ele pediu demissão do seu trabalho para se dedicar a busca pela cidade, mas acabou baleado no rio de janeiro e morreu. Por coincidência ou não, o tiro acertou uma tatuagem de tartaruga que ele havia feito idêntica à que Tatunca Nara possuía. A morte dele gerou muitas especulações e teorias de conspiração de sua morte para ocultar Akakor. Mas ele não foi o primeiro a morrer tendo alguma ligação com Akakor. Muito antes, em 71 o Monsenhor Giocondo Grotti morreu em um acidente de avião. Mas qual sua ligação com a história? Supostamente ele possuía documentos sobre Akakor entregues por Tatunca Nara. Em 80, John Reed que participava de uma expedição e despareceu. Sua ultima carta dizia que ele estava a 2 dias de Akahim. Outro que participava de uma expedição, dessa vez em busca de Akakor foi Herbert Wanner que desapareceu em 83 e depois teve seus ossos achados na floresta e sua morte foi com um tiro na cabeça. Por fim em 87, uma mulher alemã Christine Heuser, veio para Amazônia depois de ler sobre Tatunca Nara e passar a acreditar que ela havia sido sua esposa em uma vida passada. Ela viveu por um tempo com Tatunca Nara, mas desapareceu depois de uma briga onde entrou na floresta e nunca mais foi vista.

Mas a história ainda tem mais uma reviravolta interessante sobre personagem central de tudo, Tatunca Nara. Inicialmente ele alegava ser filho de uma enfermeira alemã com o líder da tribo indígena ugha mongulala, mas depois se descobriu que sua verdadeira identidade era de Hans Richard Günther Hauck, um alemão que fugiu do país abandonando sua família. Sendo assim Akakor poderia ser apenas uma invenção do próprio com uma mistura de lendas da região. Seja como for, muitos se envolveram na história e alguns pagaram com a vida, enquanto a cidade segue como uma lenda.

Expedição com Karl Brugger e Tatunca


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