Fawcett e a cidade perdida de Z


 

A história da cidade perdida de Z está totalmente ligada a o explorador britânico. Ele era um tipo de especialista, já que havia realizado 7 expedições entre 1906 e 1924 pela américa do sul. Tinha uma boa relação com os povos locais, e sempre foi bem sucedido em suas jornadas, tendo descoberto a nascente do Rio Verde (Brasil), fez uma viagem ao Rio Heath (na fronteira entre a Bolívia e o Peru) para encontrar sua nascente, e na Amazônia mapeou centenas de quilômetros de selva inexplorada, acompanhado por seu fiel companheiro de longa data, Henry Costin, e pelo biólogo e explorador polar James Murray. Em 1914 foi então que ele começou a formular sua teoria sobre a cidade perdida de Z perdida em algum lugar do mato grosso. Sua teoria evoluiu para acreditar que a cidade poderia até mesmo ser o berço de toda a civilização, ou ter ligação com a famosa civilização perdida de Atlântida.


Em 1925 ele finalmente montou sua expedição para buscar a cidade perdida, apesar de que, pela falta de apoio financeiro ele precisou montar uma equipe pequena, com seu filho mais velho, Jack, e o amigo dele, Raleigh Rimmel. Fawcett era um homem com anos de experiência em viagens e levava consigo tudo o que era necessária para uma sobrevivência longa na selva. Depois de contratar guias locais eles seguiram viajem até o alto Xingú. Depois de passar por um posto avançado, eles seguiram viajem por locais mais inóspitos e difíceis. Mais a frente em um segundo posto, conhecido como acampamento do cavalo morto ele dispensa os guias para que os 3 seguissem sozinhos agora. Em sua última correspondência ele disse: “Vou me encontrar com índios selvagens em breve, mas você não deve temer nenhum tipo de fracasso”. Depois disso eles seguiram mata a dentro e nunca mais foram vistos. Como Fawcett havia avisado que ficaria incomunicável por meses, tudo parecia normal inicialmente, mas com o passar do tempo e a falta de notícias, finalmente depois de 2 anos ele foi dado como desaparecido e expedições começam a ser montadas para procura-lo. Um jornal inglês ofereceu mil libras por informações sobre seu paradeiro, sem nem um sucesso. Além disso, durante 10 anos várias expedições foram enviadas em busca de Fawcett ou da cidade de Z, mas todas fracassaram e resultaram no final em mais de 100 mortes ou desaparecimentos.

Dentre os possíveis destinos de Fawcett, estão, que ele foi morto pelas tribos locais, que ele virou prisioneiro, que encontrou a cidade de Z e por lá permaneceu para guardar o segredo, que virou líder de uma tribo indígena. Em 1952, na recém contatada tribo Kalapalo, alguns indígenas confessaram que exploradores haviam sido mortos por eles. Isso levou muitos a concluir que era de fato Fawcett que havia sido morto, mas posteriormente isso foi descartado porque os ossos supostamente de Fawcett não pareciam combinar com seu porte físico. Nos anos 90 um aventureiro chamado James Lynch montou uma grande expedição e tentou refazer a rota de Fawcett. No caminho ele precisou deixar parte da equipe e dos equipamentos esperando enquanto avançou com um grupo menor. Ele acabou encontrando a tribo indígena dos Kuikuros, que inicialmente o receberam bem e permitiram que ficasse, mas depois ele acabou sendo feito prisioneiro e foi liberado só depois de 3 dias mediante a resgate. Dessa forma o mistério do desaparecimento de Fawcett e da cidade perdida de Z segue até os dias de hoje sem resposta.

 

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