O que ouve com a República do Zaire?
O que ouve com a República do Zaire?
Apesar do nome Zaire não ser ouvido a algum tempo, foi o nome de um país que perdurou por mais de duas décadas e por tanto ainda é muito lembrado. Mas o que ouve com ele afinal?
Bem, a república do Zaire, ou comumente chamado apenas de Zaire,
foi um país africano que existiu de 1971 a 1997. Chegou a ser o 11º maior país do
mundo em território, com uma população de mais de 23 milhões de habitantes. O
nome Zaire vem de uma variante do rio Congo, que também é conhecido por rio
Zaire. Durante toda sua existência o país foi governado por apenas um homem,
chamado Joseph-Désiré Mobutu, que mudou de nome mais tarde para Mobutu Sésé
Seko, mas comumente é chamado apenas de Mobutu.
Nascimento da república do Zaire
Em 1965, na então república do congo, ou Congo-Léopoldville
como era conhecido, o poder estava dividido entre o parlamento e o presidente e
havia muita estabilidade. Mobutu que já tinha muito poder nos bastidores
decidiu tomar o controle se tornando presidente e iniciando mudanças no país.
Em 1971 veio a troca de nome para república do Zaire. O país era de fato uma
ditatura sob o controle de um partido único, o Movimento Popular da Revolução.
Dado o caos que a nação viveu anteriormente consolidar o poder para Mobutu não
era tão difícil. Mobutu se auto proclamou o pai da nação e vinculou o partido
ao estado de forma que ambos se tornavam um só.
A cada cinco anos (sete anos após 1978), o MPR elegia um
presidente que era simultaneamente indicado como o único candidato à
presidência da república, e sua posse era confirmada por meio de referendo. Sob
esse sistema, Mobutu foi reeleito em 1977 e 1984 com margens de votos altas. O
MPR era definido como a "única instituição" do país, e seu presidente
era investido de "amplos poderes". A cada cinco anos, uma única lista
de candidatos do MPR era devolvida à Assembleia Nacional, com números oficiais
mostrando apoio quase unânime. Dessa maneira Mobutu transformou o governo, o
partido e ele próprio em uma mesma coisa.
Centralização do poder e conflitos internos
Durante os anos seguintes o governo central seguiu
aumentando sua influencia em cada esfera da sociedade, adentrando
universidades, sindicatos e todas as organizações civis com a ideia de
controlar de cima para baixo todas as camadas sociais. Ao mesmo tendo Mobutu
promoveu reformas para diminuir a autonomia das províncias e aumentar o
controle do governo central. Mas ao mesmo tempo conflitos internos começaram,
como revoltas na província de Katanga, que foram suprimidas e surgimento de
novos partidos de oposição. Ao mesmo tempo tentativas de reformas econômicas
não avançaram e a crise econômica e a dividas do governo explodiram, além de
corrupção em diversos setores. Em 1990 Mobutu finalmente concorda em aceitar
outros partidos de forma oficial. A partir de 1992 tentativas de eleições foram
iniciadas, mas divergências continuavam impedindo avanços maiores.
O Fim do Zaire
Em meio as crises internas, problemas externos pioraram a
situação. Naquele momento estava acontecendo a guerra civil e genocídio no país
vizinho, a Ruanda com muitas milicas hutus fugindo para o Zaire, depois da
vitória dos tutsis que tomaram o poder. Hutus e tutsis são os grupos étnicos
que formam a Ruanda, mas existiam também hutus e tutsis no Zaire, nas
províncias próximas a Ruanda. Essas milicias hutus então se uniram as forças do
exército do Zaire locais e começam atacar os tutsis que viviam naquela região.
Isso acabou desencadeando um efeito em cadeia, pois não só os tutsis se armaram
e se rebelaram, como vários grupos descontentes fizeram o mesmo formando uma
grande coalizão com apoio externo do novo governo da Ruanda, agora tutsi e da
Uganda. Laurent-Désiré Kabila se tornou o líder dessa aliança chamada Forças
Democráticas para a Libertação do Congo-Zaire (AFDL). Em pouco tempo essa força
já havia tomado grande parte do país em 1997. Percebendo sua posição vulnerável
e depois de um fracasso em negociações de paz, Mobutu fugiu do Zaire e Kabila
marchou até a capital Kinshasa e tomou o poder se autoproclamando presidente e
mudando o nome do país para República democrática do Congo, pondo um fim dessa
forma ao Zaire. Kabila não governaria por muito tempo, sendo morto em 2001. Já
o nome Zaire e seus símbolos continuam a serem usados dentro do país por grupos
que faziam parte do antigo governo. Em 2024 ouve uma tentativa de golpe de
estado e restauração do nome Zaire, mas fracassou com seu líder sendo morto.

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