Lendas de navios fantasmas pelo mundo
Aqui no blog eu já trouxe os misteriosos navios
abandonados, muitas vezes chamados de fantasmas, que tinham um mistério em
torno do que ouve com ele e sua tripulação. Outra categoria foi dos navios fantasmas,
que eram navios abandonados que passaram por situações muito incomuns, como
navegar por anos sem tripulação e vagar pelos oceanos. Agora chegamos a navios assombrados
de verdade, ou pelo menos que possuem lendas de terem se tornado em navios
fantasma. Vários locais do mundo possuem esse tipo de história, de um navio
assombrado que vaga pelas águas de maneira misteriosa, e todos eles, aliás,
eram navios reais que sofreram algum tipo de acidente, ou seja, todos tem sim uma
história real de fundo que iniciou sua lenda fantasmagoria.
O Caleuche
É uma das lendas mais famosas do folclore do Arquipélago de
Chiloé, no sul do Chile. Ele é descrito como um enigmático navio fantasma que
navega pelos canais da região, sempre envolto em neblina e iluminado de forma
sobrenatural. O navio é visto como um belo veleiro que emite luzes brilhantes e
sons de música festiva, como se houvesse uma celebração eterna em seu interior.
É composto por bruxos (feiticeiros locais) e pelas almas de pessoas que
morreram afogadas no mar, que passam a viver ali em felicidade eterna. Algumas
versões dizem que ele também escraviza pescadores. O Caleuche pode navegar sob
a água, tornar-se invisível ou transformar-se em objetos simples, como troncos
ou rochas, para evitar ser descoberto. Diz a lenda que quem olha diretamente
para o navio corre o risco de sofrer punições mágicas, como ficar com a boca
torta ou a cabeça virada para trás.
Navio Incendiário da Baía de Chaleurs
Descrito como um navio fantasma em chamas, avistado na
região entre New Brunswick e Quebec, no Canadá. O fenômeno é descrito como um
arco de luz ou uma galera de três mastros envolta em chamas. Acredita-se que
esteja ligado à Batalha do Restigouche (1760), onde navios franceses e
britânicos lutaram. Outra versão fala de um navio pirata punido ou de um navio
do século XVI com colonos portugueses. Diz-se que o aparecimento prenuncia uma
tempestade e algumas histórias locais relatam ser possível ouvir gritos da
tripulação fantasma.
Lady Lovibond
Navio Fantasma do Estreito de Northumberland
É uma lenda secular do leste do Canadá sobre uma embarcação
em chamas que aparece entre a Ilha do Príncipe Eduardo, Nova Escócia e New
Brunswick. Avistado há mais de 200 anos, o navio costuma surgir em águas
turbulentas, e brilha intensamente, mas desaparece antes que possa ser
alcançado. A embarcação é descrita como um navio à vela que se incendeia
rapidamente, com chamas visíveis a longas distâncias. Relatos são mais comuns
entre os meses de setembro e novembro. Histórias folclóricas narram que
marinheiros tentaram se aproximar da embarcação para resgatar a tripulação, mas
o navio então desaparecia misteriosamente.
Young Teazer
Construída em 1813 em Nova York para substituir a escuna
Teazer, capturada pelos britânicos, operou como um navio corsário, capturando
cerca de 12 embarcações britânicas em apenas dois meses de serviço. Mas em
junho de 1813, foi encurralada por navios da Marinha Real Britânica na Baía de
Mahone, Nova Escócia. Para evitar a captura e a provável execução por
enforcamento, o Tenente Frederick Johnson teria jogado uma brasa no depósito de
pólvora, explodindo o navio e matando a maioria da tripulação. Desde então há relatos
descrevendo um "navio de fogo" ou um brilho espectral avermelhado que
aparece na Baía de Mahone, especialmente em noites de nevoeiro próximas ao
aniversário da explosão (27 de junho) ou durante a lua cheia.
Eliza Battle
Foi um barco a vapor com rodas de pás que pegou fogo em
1858 no rio Tombigbee, Alabama, EUA. O desastre deu origem a uma das lendas de
fantasmas mais famosas do Alabama, com relatos de que ele reaparece,
completamente em chamas fantasmagóricas como presságio de um desastre iminente.
Pescadores e moradores locais afirmam ter visto a silhueta da Eliza Battle
navegando pelo rio em noites frias e ventosas de inverno.
HMS Eurydice
A embarcação era originalmente uma fragata de 26 canhões.
Após servir em diversos locais pelo mundo, foi convertida em um navio-escola
em 1861. Em 24 de março de 1878, quando o navio retornava de uma viagem de três
meses pelas Índias Ocidentais e Bermudas, próximo a Ilha de Wight, ele acabou
enfrentando uma súbita e forte tempestade neve e afundou. Das mais de 300
pessoas a bordo (os números variam entre 319 e 366 dependendo da fonte), apenas
dois sobreviveram: Sydney Fletcher e Benjamin Cuddiford. A partir de então há
diversos relatos de aparições de um "navio fantasma" na região de
Dunnose, na Ilha de Wight. Em 1998, o Príncipe Edward e uma equipe de filmagem
afirmaram ter visto e filmado a silhueta de um navio de três mastros que
desapareceu repentinamente.
SS Bannockburn
Em 21 de novembro de 1902, o cargueiro canadense SS
Bannockburn partiu de Port Arthur (Ontário) carregado com trigo em direção a
Georgian Bay. O capitão de outro navio, o Algonquin, relatou ter visto o
Bannockburn através de uma névoa espessa no Lago Superior. Segundo o relato, o
navio desapareceu subitamente de vista, como se tivesse se desintegrado. O
navio nunca chegou ao seu destino. Apenas um colete salva-vidas foi encontrado
tempos depois, e os destroços da embarcação e sua tripulação de 21 pessoas jamais
foram localizados. Desde então marinheiros e moradores locais afirmam ter visto
a silhueta do navio navegando solitária pelo Lago Superior, muitas vezes
emergindo da neblina antes de desaparecer novamente. Na tradição marítima,
avistar o "fantasma" do Bannockburn é frequentemente interpretado
como um sinal de má sorte ou de uma tempestade iminente.
SS Valencia
O navio a vapor viajava de San Francisco para Seattle sob condições meteorológicas terríveis (névoa densa e ventos fortes). Devido à baixa visibilidade, o navio desviou-se do curso e colidiu com um recife perto da Baía de Pachena, uma área conhecida como o "Cemitério do Pacífico". O resultado foi a morte de aproximadamente 136 pessoas, com muitas morrendo afogadas ou por hipotermia enquanto aguardavam o resgate. Depois disso marinheiros afirmaram ter visto o navio navegando na mesma região do naufrágio meses e até anos após o ocorrido, descrevendo-o como uma forma fantasmagórica que desaparecia na névoa. Em 1910, cinco meses após o desastre, um bote salva-vidas do Valencia foi encontrado flutuando no Barkley Sound. Surpreendentemente, ele estava em excelentes condições, como se tivesse acabado de ser lançado, apesar de ter passado meses à deriva. Em 1933, quase 27 anos depois, o bote nº 5 do navio foi encontrado flutuando na mesma área, ainda com partes de sua pintura original preservadas, o que alimentou ainda mais o folclore local.
Rouse Simmons
Popularmente conhecido como o "Navio da Árvore de
Natal" graças a carga que costumava transportar, com seu Capitão Herman
Schuenemann sendo chamado de capitão papai noel. Em sua última viajam, o navio
transportava entre 3.000 e 5.500 árvores de Natal de Michigan para Chicago, e
navegava em meio a uma forte tempestade no Lago Michigan. Foi avistado pela
última vez no dia 23 de novembro, com a bandeira a meio mastro (sinal de
socorro), antes de desaparecer completamente com todos os 17 tripulantes a
bordo. Mas foi então que começou a lenda do navio fantasma, pois alguns meses e
até anos após o naufrágio, mensagens atribuídas ao capitão e à tripulação, além
de carteiras e árvores de natal congeladas, começaram a aparecer nas margens do
lago, mantendo a tragédia viva na memória pública. Ao longo das décadas,
marinheiros e moradores locais relataram ter visto uma "escuna
fantasma" navegando entre a névoa do Lago Michigan, especialmente durante
as tempestades de novembro. O mistério físico foi resolvido quando o
mergulhador Gordon Kent Bellrichard encontrou o naufrágio intacto a cerca de 50
metros de profundidade, perto de Two Rivers, Wisconsin. Surpreendentemente,
muitas árvores de natal ainda estavam preservadas no porão do navio devido às
águas geladas.
København
Também conhecido como o grande dinamarquês, era um dos
maiores veleiros do mundo em sua época, operado pela Companhia das Índias
Orientais Dinamarquesa. Tinha 131 metros de comprimento e contava com motores
auxiliares e rádio. Se tornou um navio-escola e em sua última viajam partiu de
Buenos Aires, Argentina, em 14 de dezembro de 1928, com destino a Adelaide, na
Austrália, com 60 pessoas a bordo, incluindo 45 cadetes (muitos deles
adolescentes) que estavam em treinamento. O último sinal de rádio foi enviado
em 21 de dezembro de 1928, relatando que tudo estava bem a bordo. Depois disso,
o navio nunca mais foi visto, desaparecendo sem deixar rastros. Surgiram
inúmeros relatos de um "navio fantasma de cinco mastros" vagando pelo
mar anos após o desaparecimento. Em 1930, missionários na ilha de Tristão da
Cunha relataram ter visto um grande veleiro de cinco mastros à deriva, mas sem
botes salva-vidas. Buscas massivas foram realizadas na época, mas nenhum
destroço ou bote salva-vidas foi encontrado oficialmente, o que alimentou o
status de lenda urbana e "navio fantasma".





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