Tanzânia – A união de Tanganica e o Sultanato de Zanzibar
A Tanzânia, ou República Unida da Tanzânia é um país da
África oriental e que fica na região dos grandes lagos africanos. Costuma ser
um destino turístico de destaque, famoso por safáris no Serengeti e na Cratera
de Ngorongoro, além do Monte Kilimanjaro e de ter praias paradisíacas. Tem
fronteiras com Uganda a noroeste, Quênia a nordeste, Moçambique e Malawi ao sul,
Zâmbia a sudoeste, e Ruanda, Burundi e a República Democrática do Congo a oeste.
Também é banhada pelo Oceano Índico ao leste. Ainda faz parte de seu território
o arquipélago de Zanzibar, que fica localizado próximo da costa e é formado por
um grupo de ilhas, sendo banhado pelo mar de mesmo nome
Tanganica e Zanzibar
bandeira Sultanato de Zanzibar
Parte do território da atual Tanzânia, principalmente o
arquipélago de Zanzibar, chegou a fazer parte do Império de Omã. A parte
continental teve sua costa explorada, mas não chegou a ser totalmente
incorporada ao império. A principal atividade econômica da época na região era
o comercio de escravos. O comercio era tão forte que o sultão de Omã se mudou
para Zanzibar e tornou lá sua capital e centro de poder. Com a morte do sultão
seus dois filhos dividiram o império, cum um deles governando Omã e o outro se
tornando o sultão do agora sultanato de Zanzibar. Com o segundo Sultão, filho
do primeiro, o país assinou um tratado com a Grã Bretanha para abolir o
comercio de escravos, mas na pratica apenas o reduziu um pouco. Mesmo assim o país
prosperou e se modernizou, expandindo seus domínios no continente e controlando
rotas de comercio locais. Mas em 1886 Alemanha e Grã Bretanha chegaram a um
acordo de ocupação naquela região da África, e enquanto britânicos ficariam com
o Quenia, os alemães ficaram com a Tanganica e lá criaram o protetorado da
África oriental alemã, incluindo também os atuais Ruanda e Burundi. Nesse
contexto Zanzibar perdeu toda sua influencia no continente e o trafego de
escravos de Zanzibar passou a sofrer fortes bloqueios. Finalmente em 1890 o
sultanato de Zanzibar se tornou um protetorado britânico. Foi em Zanzibar alias
que aconteceu a guerra mais curta da história que durou 38 minutos. Quando o
sultão morreu em 1896 seu primo tentou tomar o poder, mas os britânicos tinham
outro sultão em mente e deram a o primo um prazo para se retirar, com sua
recusa os britânicos atacam e o fizeram fugir rapidamente, finalmente
empossando o novo sultão. Em 1895 a Grã Bretanha consolidou seus domínios na
região com a criação do protetorado da África Oriental para administrar todos
os seus protetorados na região.
Independência e unificação
Depois da segunda guerra mundial a Grã Bretanha passou a
administrar também os territórios da África Oriental alemã sob um mandato da
ONU. Algum tempo depois se iniciou um movimento britânico de descolonização e
os territórios africanos começam a ganhar independência. Em 1961 o território
da Tanganica se tornou uma nação soberana sob o nome de Republica de Tanganica.
Enquanto isso o Sultanato de Zanzibar que continuou existindo durante todo o
tempo, deixou de ser um protetorado britânico em 1963 voltando a ser plenamente
independente. Isso acabou não sendo muito bom para o sultão que perdeu o poder
o mês depois sendo deposto por uma revolução. No lugar foi instalada a
Republica popular de Zanzibar. Essa republica teve curta duração porque em
seguida uma união com a vizinha Tanganica começou a ser negociada. Em 1963 as
duas republicas anunciaram a unificação inicialmente com o nome de República
Unida da Tanganica e Zanzibar, mas pouco tempo depois o nome alterado para República
Unida da Tanzânia nome que permanece até os dias atuais. Apesar da união,
Zanzibar permaneceu como uma região autônoma dentro do novo país, ainda
possuindo presidente e um conselho e uma câmara de representantes. Já o último
sultão de Zanzibar, Jamshid bin Abdullah Al Busaidi (nascido em 1929), que
governou entre 1 de julho de 1963 e 12 de janeiro de 1964, viveu em exilio o
resto de sua vida, não podendo retornar para Zanzibar e nem Omã, terra natal de
seus ancestrais. Ele viveu no Reino Unido por mais de 50 anos até que em 2020
ele recebeu permissão para voltar a o Omã e lá faleceu em 2024.






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